CONGREGAZIONE DEI MISSIONARI DI SAN CARLO - SCALABRINIANI

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Il Consigliere Generale per i Settori Specifici e l’Animazione dei Laici Scalabriniani

 

 

 

 

Carta aos leigos, leigas e jovens scalabrinianos no Ano Paulino

www.annopaolino.org

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1. O nosso Superior Geral, P. Sérgio O. Geremia, por ocasião da celebração do dia 1º de Junho – aniversário da morte do Fundador – deu a conhecer à inteira Congregação uma magnífica página onde se descreve, como numa tela a cores vivas pintada, a grande personalidade do beato João B. Scalabrini. O retrato brota do punho do amigo D. Jeremias Bonomelli, bispo de Cremona, contemporâneo e amigo íntimo de Scalabrini. (Podeis encontrar esta mensagem do nosso P. Sérgio Geremia in: www.scalabrini.org)

Esse retrato psicológico e afetivo do homem completa-se com a sua profunda vocação religiosa através do testemunho do sacerdote culto, bispo missionário, pai fundador e viajante da fé, e com a sua vasta obra de solidariedade pastoral e social em favor dos empobrecidos e feridos da vida (entre os quais, os trabalhadores migrantes e suas famílias).

 

2. O lema “Fazer-se tudo para todos” de S. Paulo, sintetiza a grandeza da actividade pastoral e a intensidade do caminho espiritual que animou o projecto de vida de Scalabrini. São tantas as semelhanças entre João Scalabrini de Fino Mornasco e Saulo de Tarso, entre a estrada de Damasco e a estação de Milão: a vocação divina (Rom 1,1; 1 Cor 15,3-8), a paixão por Cristo ressuscitado (Fil 1,21; Gal 2,20), a conversão aos outros, aos distantes da fé, as viagens marítimas e terrestres, as cartas pastorais, o diálogo fé-cultura (Act 17,16ss), o amor à cruz (1 Cor 1, 23-24), a sinodalidade e ecumenismo da igreja, a urgência da evangelização (1 Cor 9,16), a organização das comunidades cristãs, o ardor apostólico na fronteira, a universalidade do anúncio, a escuta da Palavra (Act 19,20), a unidade vida-fé, a comunicação da ternura de Deus, a comunhão entre as igrejas (diáspora), a unidade da Igreja, a partilha dos bens (Rom 15,25-27)... Quantas semelhanças a aprofundar e a encarnar no vosso caminho laical scalabriniano!

 

3. Hoje a Igreja inicia a vivência do ANO PAULINO e eu penso, de modo particular, aos Leigos, Leigas e Jovens Scalabrinianos: magnífica realidade que revela a vitalidade carismática e atualidade missionária da “herança singular” que todos recebemos do grande Apóstolo dos migrantes, beatificado em 1997, pelo saudoso Papa João Paulo II. João Scalabrini foi um apóstolo à medida do grande Apóstolo das Gentes: Paulo de Tarso, nascido no ano 8 da nossa era do qual celebramos os 2.000 do seu natal.

 

Creio que este ANO PAULINO, através dos muitos apoios catequéticos, bíblicos, litúrgicos e pastorais oferecidos nas várias línguas, não só se apresenta providencialmente como um bom itinerário de renovação do nosso serviço comum à Igreja, unificando o caminho e a espiritualidade em sintonia com o sentir da Igreja, mas também surge como apelo a um renovado compromisso missionário - mais apaixonado - da parte de muitos de vós e dos vossos grupos em favor dos migrantes. É preciso vencer algum desânimo, desmotivação e impasse que o Movimento de Leigos Scalabrinianos e a Juventude Scalabriniana parecem estar a atravessar. Há que, rever juntos, com serenidade e realismo, o caminho traçado, os apoios conseguidos (ex. Congregação), as formações recebidas (ex. Traditio), as dificuldades encontradas (acompanhamento espiritual), os frutos de solidariedade partilhados e as regras negociadas (ex. Estatutos) para unir diversidades num mesmo processo e identidade. A Igreja, os migrantes, os refugiados e a própria Congregação esperam de vós – adultos e jovens - um novo ardor pelo Evangelho da Vida que se traduza em gestos, arte e campanhas de sensibilização e militância laical em favor dos direitos e liberdades dos migrantes e suas famílias.

 

Viver com a Igreja o ANO PAULINO será para nós todos – missionários e leigos - assumir a urgência da nova evangelização numa sociedade secularizada, migração em acelerada complexidade e mundialização. Oxalá, o ANO PAULINO signifique para muitos leigos, leigas e jovens scalabrinianos a aposta certa na missionariedade scalabriniana, após a fase da formação realizada com êxito por muitos grupos, também graças à disponibilidade, mandato - e porque não dizê-lo - também graças à amizade de outros missionários scalabrinianos.

 

4. Penso em cada um de vós e nas vossas famílias, porque vos encontrais, desde há alguns anos, a traçar, com a Congregação, um novo caminho para vossas vidas, mediante a formação, a espiritualidade e a caridade ativa inspiradas no carisma scalabriniano.

 

Através de vós - leigos, leigas e jovens scalabrinianos - a nível pessoal e dos grupos surgidos nos últimos anos ou em formação, hoje o carisma scalabriniano :

            

- é vivido, anunciado, cantado e transmitido no seio das famílias cristãs que vivem seu matrimónio com fidelidade a Deus e fidelidade aos migrantes na concreta comunidade diocesana. O testemunho vivo de Scalabrini tem aberto muitas famílias à solidariedade concreta e defesa dos valores das famílias migrantes!  

 

- tornou-se a alma do compromisso de muitos leigos, casados ou solteiros, que seduzidos pela beleza e grandeza do testemunho de Scalabrini e exemplaridade pastoral de alguns missionários scalabrinianos, descobriram um novo modo de estar e participar à vida da paróquia ou movimento. O testemunho de alguns missionários e missionárias scalabrinianas – irmãs ou seculares – tem aproximado e responsabilizado muitos baptizados na Igreja!

 

- tem maior visibilidade nas obras scalabrinianas que, com o tempo se descaracterizaram resistindo à internacionalização e atualidade das migrações, porque muitos de vós – leigos adultos e jovens - com a descoberta da santidade e profecia de Scalabrini permaneceis uma provocação à fidelidade creativa de alguns missionários e missionárias, denunciando, com o vosso entusiasmo scalabriniano, algum comodismo e nos ajudais a sonhar uma nova primavera vocacional nas comunidades.

 

- está presente no mundo do trabalho onde muitos de vós, neste mundo globalizado e em mutação, procuram viver a secularidade típica da própria profissão através do acolhimento e atenção ao estrangeiro, ao imigrante. Como é maravilhoso saber que o carisma de Scalabrini está presente no consultório do médico, no estaleiro do pedreiro, na escola do professor, na loja do comerciante, na associação do militante social, no voluntariado do casal já aposentado, no atelier do engenheiro, no encontro do catequista paroquial, na lavoura do agricultor, no barco do pescador que se faz al largo, na visita ao domicilio do enfermeiro, na bicicleta do carteiro que distribui o correio... como é maravilhoso! Amigos leigos e leigas: Muito obrigado! Merci bien! Muchas Gracias! Thank you! 

 

Eis o meu voto: que a Festa da Conversão de S. Paulo, que no próximo ano será celebrada num domingo, possa significar para os grupos de leigos e jovens scalabrinianos, já constituídos ou em formação, aquela ansiada meta a atingir juntos, com vista a uma maior autonomia na comunhão, definição da identidade comum (XIII Capitulo Geral, n.84), estruturação interna e coordenação participada do Movimento Laical, nas suas várias expressões e percursos, para uma maior incidência do carisma de João Scalabrini na Igreja e felicidade de milhares de famílias migrantes e refugiadas.  

 

Roma,  29 de Junho de 2008

Festa de S. Pedro e S. Paulo, apóstolos

P.  Rui M. da Silva Pedro, cs

Conselheiro geral 

responsável pela Animação dos Leigos e Jovens scalabrinianos